Companhia de água substituiu medidor, conta alterada: Hidrômetro superfaturando?

Como é comum eu receber consultas sobre aumentos absurdos nas contas ou faturas de água, que ocorrem, via de regra, após a substituição de hidrômetros por parte das concessionárias, apresento algumas sugestões para auxiliar os usuários que se deparam com este tipo de problema e que podem causar elevados e inesperados prejuízos financeiros, sem contar a dor de cabeça até tudo ficar esclarecido.

Para isto, recorro a seguinte solicitação:

“Gostaria de pedir sua ajuda para um problema que esta me tirando o sossego.

Meu hidrômetro havia sido instalado em minha residência em 2010 e em julho próximo passado apresentou um vazamento no cavalete antes do medidor, como a água escorria pela rua pedi a empresa de abastecimento que efetuasse o reparo.

Eles acabaram trocando o hidrômetro sem que o mesmo tivesse apresentando defeito, até ai tudo bem.

Qual não foi minha surpresa quando a fatura após a troca do medidor pulou de R$ 56,00 em média para aproximadamente R$ 400,00 para uma residência de três pessoas apenas (sendo dois adultos e uma criança de 2 anos).

Reuni todas as faturas do último ano e meu consumo nunca superou a taxa mínima e, de repente, após a troca pulou para 38m³.

E o que mais me espanta é que essa reclamação é geral e em todas as residências em que foi trocado o hidrômetro houve superfaturamento do consumo. Será que todas essas residências tem vazamentos, é muita coincidência não acha? Ou será que todos esses hidrômetros estavam com defeito? E quem garante que os novos não estão superdimensionados?

No meu caso, o hidrômetro tinha apenas dois anos de uso e se for desgaste então já instalaram um com defeito em minha residência, pois desde o inicio eu sempre gastei apenas a taxa mínima, estranho não acha?

O que me chamou a atenção é que o hidrômetro anterior tinha na especificação vazão: Qmin = 0,015m³/h e Qn = 1,5m³/h e o hidrômetro atual é: Qmin= 0,05m3/h e Qn= 2,5m³/h.

Tenho total certeza que essa diferença de especificação é que esta causando esse superfaturamento nas contas dos consumidores pois verifiquei na minha vizinhança que, as pessoas que ainda não precisaram trocar hidrômetro tem o de vazão menor, enquanto os que precisaram trocar é igual ao meu e acabaram tendo problemas em suas faturas.

Preciso de um esclarecimento técnico sobre essa diferença nas especificações e se isso pode alterar a medição do consumo.

Desde já agradeço sua atenção e por favor me ajude a resolver pois acho uma injustiça com o consumidor.”

Eis as minhas sugestões enviadas a esta usuária, que acredito sirvam para a maioria dos casos:

Antes de tudo, certifique-se de que a sua conta de água continua alterada ou se já voltou ao normal, pois realmente o consumo de 38 m³/mês é muito elevado. Aceito como normal – para uma economia residencial com uma família de até 4 pessoas – consumos mensais da ordem de 10 a 18 m³/mês.

Para ver se o consumo registrado pelo hidrômetro continua alterado, faça a leitura do hidrômetro (só os números pretos) e diminua este valor da leitura que veio na sua última conta.

A diferença multiplica-se por 30 e depois divide-se o resultado obtido pela quantidade de dias entre a data da leitura que está na conta e a data da sua leitura atual.

Compare este valor, que representa o consumo atual extrapolado para 1 mês, com os seus consumos mensais na fatura da companhia de água.

Se o consumo registrado continuar alterado, use o hidrômetro como aliado para verificar se existe vazamento não vísivel:

- Feche todas as torneiras e certifique-se de que nenhum ponto de consumo (ex.: caixa acoplada, caixa da água/reservatorio) da residência esteja consumindo água.

- O hidrômetro deve permanecer parado, sem nenhum movimento: use o disco central/orientador ou os ponteiros do hidrômetros para confirmar se não está passando água, mesmo sem nenhum ponto consumindo água.

- Caso for verificado movimento no hidrômetro, existe um vazamento não visível.

Se a conta ou o consumo registrado pelo hidrômetro já voltou ao normal, uma possibilidade é que o vazamento verificado no cavalete tenha influenciado no consumo registrado, embora parecesse ser antes do hidrômetro.

Um forma de verificar é comparar o consumo registrado pelo hidrômetro que foi substituído (com as duas últimas leituras, sendo uma a de retirada, e as datas das mesmas que devem estar na conta e fazendo a extrapolação: [leitura de retirada - leitura anterior] x 30 / [diferença de dias entre estas leituras]) com o consumo registrado pelo hidrômetro novo ([1ª leitura - leitura de instalação] x 30 / [diferença de dias entre estas leituras]).

Este comparativo pode mostrar que o problema da conta alterada ocorreu com o medidor antigo substituído e não com o novo.

Uma outra possibilidade da alteração no consumo registrado pode, realmente, estar nas especificações dos medidores, ou pelo simples fato de o medidor ser novo, isto é, não ter sofrido desgaste em seus mecanismos internos pelo uso contínuo: O hidrômetro novo pode registrar vazões bem mais baixas que o antigo que foi substituído, embora não pareça ser este o caso acima citado (Qmin = 0,030 m³/h x 0,050 m³/h). Assim, pequenos problemas na instalação hidrossanitária da residência (por exemplo: torneira bóia da caixa acoplada não fechando totalmente; pequeno furo na tubulação ou numa conexão), que acarretam vazamentos imperceptíveis, agora são registrados pelo novo medidor.

Estes consumos a baixas vazões só ocorrem quando se tem problemas na instalação, que podem ser identificados pelo teste que sugeri anteriormente para identificar vazamentos não-visíveis e/ou não-audíveis usando o próprio medidor para identificar.

Cabe destacar que medidores de água ou hidrômetros apresentam cada vez maior sensibilidade a baixas vazões, ou seja, podem indicar e registrar vazões de até 2 L/h.

Para ilustrar o que isto representa: Nesta vazão demoraria 10 horas para encher com água um balde de 20 litros. E um vazamento com esta vazão tão pequena aumentaria o consumo registrado em torno de 1,44 m³/mês.

Assim, não se trataria de superfaturamento, mas de o novo hidrômetro estar registrando um volume de água que embora não seja consumido pelos moradores da residência, passa pelo hidrômetro e é involuntariamente desperdiçado.

Espero que estas sugestões possam ser úteis na solução de seus problemas com contas de água alteradas.

Equipamentos de leitura remota para medição de consumo de água

Fonte: Revista Hydro – Aranda Editora – Ano IV – Nº36 – Outubro de 2009,  pág. 24.
De Claus-Peter Weide, da Allmess, com adaptação de Marina S. de Oliveira Ilha, da FEC/Unicamp

O artigo a seguir trata, entre outros tópicos, da segurança de sistemas de medição e leitura de hidrômetros em residências e edificios comerciais. A garantia de segurança não está apenas no uso adequado de componentes, como módulo de rádio e cabos, mas também em sensores, cuja técnica possibilita transmitir o consumo medido para o sistema de aquisição de dados remoto (cabo ou rádio).

O artigo apresenta as principais características e diferenciais de equipamentos de leitura remota para medição de consumo de água e energia térmica. Qual sistema utilizar? A cabo ou por rádio? Tal decisão depende da estrutura externa e interna do edifício no qual deverá ser instalado o sistema.

hd_radio Sistema de rádio

Edifícios com estrutura metálica, por exemplo, dificultam a operacão de sistemas de rádio, não importando se são unidirecionais ou bidirecionais.

Sistemas de rádio unidirecionais

Os equipamentos de medicão (para energia térmica e hidrômetro) enviam os dados em intervalos determinados para as centrais de rádio ou para equipamentos de leitura móveis, caso um deles se encontre na área de recepção no momento do envio de dados.

Ao contrário dos sistemas de rádio bidirecionais, os do tipo unidirecional normalmente tem preço reduzido e funcionam perfeitamente quando não há interferências físicas da construção. Por isso, os sistemas unidirecionais sao utilizados principalmente na transmissão remota de dados em residências (limitações de trechos para o uso de sistema de radio vão atá 30 m).

Aplicações típicas do sistema de rádio unidirecional

• Na medição residencial com trechos curtos de transmissão (aproximadamente 30 m).
• Em edifícios existentes, quando não puderem ser colocados cabos novos.
• Juntamente com sistemas eletrônicos de rateio de custos de energia.
• Em conjunto com todos os hidrômetros e medidores de energia térmica.

Sistemas de rádio bidirecionais

Nesse caso, um aparelho receptor dispara o impulso de leitura para o medidor, o qual envia o valor de consumo. Sistemas de rádio bidirecionais sao aplicados, por exemplo, em sistemas de abastecimentos comunitários de água e calefação. Há uma relação diferente entre o “valor” de um ponto medição (por exemplo, DN 50/Qp 15m³/h e superiores) e o preço a ser cobrado para a leitura remota, se comparados com hidrômetros residenciais e medidores de energia térmica tipicamente de DN 15/Qp 1,5 m³/h.

Aplicações típicas do sistema de rádio bidirecional

• Leitura em distâncias maiores.
• Leitura em trechos complicados, por exemplo, pontos abaixo do piso em galerias ou com acesso difícil.
• Leitura de valores instantâneos, tais como vazões atuais e outras grandezas (por exemplo, água e energia térmica) com volumes médios ou elevados, em estações de abastecimento, pontos de alimentação, pontos de derivação em redes públicas, etc.

Sistemas via cabos

Por outro lado, quando se trata de um ediffcio no qual condutores possam ser colocados sem dificuldades (construção nova, reformas, construção comercial ou industrial), um sistema de leitura remota baseado em cabo (também conhecido como sistema M-Bus) apresenta vantagens – vale lembrar que a segurança da transmissão de dados precisa ser considerada. No mais, podem ser percorridas distâncias bem maiores entre os aparelhos de medição e a central; sim, há possibilidade genérica de uma “configuração de área ampla” (de modo geral, todos os aparelhos de medição podem ser ligados a um sistema M-Bus, exceto sistemas de rateio de custos de energia) .

Pré-requisitos para a escolha de sistemas via rádio ou M-Bus

As características específicas do sistema, assim como as experiências adquiridas até agora, mostram um quadro bem claro de determinados pré-requisitos para a escolha e utilização desses sistemas.

Tipo de construção

• Residencial → rádio.
• Comerciais e industriais → cabo.

Idade da construção

• Nova → cabo.
• Residenciais existentes → rádio.
• Comerciais e industriais existentes → cabo

Estrutura da construção

• Se feita com tijolos e materiais não metálicos → rádio.
• Aço, armações metálicas e amplas áreas envidraçadas → cabo.

Dimensões da construção ou dimensões da rede

• Até aproximadamente 30 m entre equipamento de medição e receptor → rádio.
• Superior a 30 m e áreas de grande extensão → cabo.

Segurança de transmissão

• 100% → cabo.
• Limitada, alterações por comportamento nao previsível do consumidor (objetos de instalacão metálicos, reformas,
alterações na estrutura física da construção, etc.) → rádio.

Custos

• Instalações de rádio com trechos não otimizados necessitam de muitos receptores de dados para a redução dos trechos de transmissao → custos elevados.
• Ao contrário do sistema via rádio, os custos do sistema a cabo diminuem com o aumento da distância entre o aparelho de medição e a central.

Segurança do sistema

A segurança do sistema não se refere somente ao sistema em si e aos seus componentes, como módulo de rádio, cabos, módulo de impulso, mas também aos sensores, cuja técnica possibilita transmitir o consumo medido para o sistema de aquisição de dados remoto (cabo ou rádio).
• Sensor eletrônico ou optoeletrônico para o módulo de impulso no hidrômetro ou medidor de energia térmica → alta segurança, não manipulável.
• Por ímã e reed-switch → baixa segurança, suscetível a manipulacão por ímã.

10Consultoria de sistema

Os pré-requisitos citados são importantes para uma operação perfeita do sistema de leitura ou coleta de dados remota. Para a verificação da adequação de equipamentos, especialmente para a operação de um sistema de rádio, a sua implementação e para a coleta de dados são necessários softwares específicos ou consultoria no local.

Equipamentos de medição

• Distribuidores eletrônicos de custos de aquecimento → somente rádio.
• Medidor de energia termica → rádio ou cabo.
• Hidrômetro → rádio ou cabo.

Sumário

Medidores de energia térmica ou hidrômetros em geral podem ser incluídos como equipamentos ativos em um sistema de leitura remota via rádio ou por cabo. Quando a escolha do equipamento for bem feita, o sistema de leitura remota por cabo M-Bus se mostra extremamente estável, desde que não haja empecilhos à instalação de cabos. Uma das principais vantagens de um sistema de cabos é a segurança operacional, em razão de sua suscetibilidade extremamente baixa a falhas.

Em um comparativo de custos, o sistema por rádio é mais indicado quando for possível trabalhar em edificações residenciais que não apresentem empecilhos em sua estrutura física, se possível com apenas poucos coletores de dados.

Via [Hydro]

A polêmica dos eliminadores de ar nas canalizações

Fonte: Água Online – Revista Digital da Água, do Saneamento e do Meio Ambiente

Água OnlineA eficiência dos equipamentos que prometem eliminar o ar, teoricamente presente na tubulação das redes de abastecimento público, continua sem comprovação técnica. Segundo o órgão responsável pela certificação de equipamentos de medição de água, o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) a regulamentação desse tipo de equipamento não é de sua competência e caberia à Agência Nacional de Águas (ANA) uma manifestação formal sobre o tema.

Mesmo sem a comprovação dos resultados é crescente o número de fabricantes que propagandeiam seus equipamentos, cuja função seria a de evitar que, ao invés de água, os medidores marcassem a passagem de ar pelo hidrômetro; o que aumentaria o valor da conta de água dos consumidores brasileiros.

Responsáveis pelo fornecimento de água para 76% da população urbana do país, a preocupação dessas empresas aumenta, pois os estudos comprovaram, inclusive, que a instalação desse tipo de aparelho pode causar a contaminação da água, tornada potável de acordo com padrões determinados pelo Ministério da Saúde. Diante desses fatos e visando a subsidiar seus procedimentos operacionais, a Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe) procurou o Inmetro e obteve a seguinte resposta oficial (na íntegra), do diretor substituto da Diretoria da Qualidade do Inmetro, Paulo Coscarelli:

“Em 15 de outubro de 2009, o Inmetro organizou o Painel Setorial sobre Eliminadores de Ar em Redes Hidráulicas, que teve presença de representantes dos segmentos de defesa do consumidor, dos fabricantes dos equipamentos e de companhias de abastecimento, municipais e estaduais. O tema da regulamentação desse tipo de equipamento não é da competência do Inmetro e, portanto, não há nenhum estudo no qual possamos nos fundamentar para emitir um posicionamento. Após o painel, o ato de regulamentar essa questão seria remetido à Agência Nacional de Águas (ANA) pelos representantes das companhias estaduais de abastecimento de água.

Quanto à avaliação do desempenho dos equipamentos – ou seja, se eles realmente fazem o que seus fabricantes declaram – o Inmetro encaminhou documento à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o fórum nacional de normalização, solicitando a abertura de Comissão de Estudos para elaboração de uma norma técnica a fim de definir tais parâmetros e de uma metodologia de ensaio que padronizasse a forma de avaliar o desempenho do equipamento”.

Em seguida a Aesbe procurou a ANA, que informou, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que a checagem da eficiência dos equipamentos eliminadores de ar nas redes de abastecimento de água é uma atribuição que não pertence à Agência. A nota oficial da Agência foi mais além, e apresentou o seguinte argumento:

“A Agência, entidade federal de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e de coordenação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), tem com o setor de saneamento uma relação regulatória, que se refere à concessão de outorgas de direito de uso da água bruta de domínio da União (aquela que não se restringe a uma unidade da Federação) para abastecimento”.

Existe ar na rede de água?

A Aesbe esclarece que a distribuição de água para os usuários é feita através de tubulações, com os sistemas operando de forma contínua e com pressões elevadas. Nessas condições, o volume de água preenche toda a tubulação, com reduzido espaço para a existência de ar nessas redes de abastecimento.

Entretanto, eventual ar em tubulações de água pode ocorrer nas seguintes situações:

1) por ocasião dos serviços de manutenção ou reparo das redes;
2) quando o abastecimento é feito de forma intermitente e ainda
3) em forma de ar dissolvido na água.

Nos três casos, esse ar tem um valor insignificante e, para a sua retirada, são instalados equipamentos nos pontos altos das tubulações públicas, as chamadas ventosas, que retiram todo o eventual ar existente e protegem as tubulações. As ventosas impedem que o eventual ar chegue até as ligações de água dos usuários.

Via [Agua Online]

Telemetria agiliza leitura de hidrômetros

Com objetivo de qualificar e agilizar o trabalho dos leituristas do Departamento Municipal de Água e Esgotos – DMAE de Porto Alegre, a seção de medição do departamento está colocando em prática uma nova técnica para leitura dos hidrômetros: a Telemetria. O novo sistema consiste na transmissão de dados via ondas de rádio-frequência, por meio de um sensor previamente instalado nos hidrômetros.

O sistema foi estreado no Mercado Público da Capital. O local foi escolhido por acolher, em uma mesma área, 112 hidrômetros instalados em locais de difícil acesso para leitura. Não foi somente esse fator a contar na escolha: “Aproveitamos os 140 anos do Mercado Público, que foi comemorado em 2009, para também homenagear todos que ali trabalham. Além de não precisarmos mais entrar no ambiente de trabalho dos comerciantes, pois os hidrômetros ficam atrás de geladeiras ou prateleiras, o que atrapalhava a rotina deles, era necessário o dia inteiro para medir todos hidrômetros desse local. Agora, com o novo sistema, a leitura completa no Mercado pode ser realizada em 40 minutos, sem interferir no trabalho das pessoas”, relatou Maturino Rabello, chefe da seção de medição do Dmae.

Segundo Gilberto Esteves, que possui estabelecimento comercial há 30 anos no Mercado Público, a nova modalidade de leitura de hidrômetros representa um avanço: “Agora está muito melhor. Antes tínhamos que deslocar um funcionário que, às vezes estava atendendo um freguês, para acompanhar o leiturista. Isso não existe mais. Otimizou o trabalho do Dmae e do comerciante”, explicou.

Segundo o chefe da seção de medição do Dmae,  outras localidades poderão ter a Telemedição na leitura. Terão preferência para a implantação do novo sistema locais onde existam um grande número de hidrômetros com dificuldade de acesso pelos leituristas.

Fonte: Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 18/02/2010.

Clique aqui para ver o vídeo do Jornal da TVE/RS sobre esta matéria.

Um novo livro sobre “Micromedição em sistemas de abastecimento de água”

Por Elton J. Mello
Fonte: Revista Metering International América Latina, Edição 2 – 2009

cavalcanti

Durante o 25º Congresso Brasileiro de Engenharia e Sanitária e Ambiental, que se realizou em setembro de 2009,  o engenheiro pernambucano Adalberto Cavalcanti Coelho, um dos mais renomados especialistas brasileiros em medição de água e controle de perdas,  lançou a sua mais recente obra que aborda todos os temas fundamentais da área da micromedição: Gestão comercial, avaliação do parque de hidrômetros, tipos e instalação de medidores, leitura à distância, medição individualizada e ensaios de hidrômetros com suas respectivas normas técnicas. O livro constitui-se em leitura obrigatória para dirimir dúvidas, realizar consultas ou, simplesmente, buscar orientações, quando o assunto for medição de água.

A importância e a atualidade dos assuntos desenvolvidos em cada capítulo, aliados às posições contundentes, algumas polêmicas, mas sempre espelhadas nos dados fartamente ilustrados, frutos de pesquisas e estudos que embasam as suas conclusões e propostas, resultam no que de melhor o livro brinda a seus leitores: uma valiosa contribuição para o aprimoramento da qualidade da medição de água no Brasil.

Com esta obra, Adalberto consegue fazer um resgate de sua trajetória profissional, marcada por importantes contribuições ao saneamento brasileiro, como na questão da medição individualizada, na qual foi pioneiro e grande incentivador. Desta maneira, apresenta um guia prático e completo para a implantação ou adequação de um sistema de gestão da hidrometria baseado em critérios técnicos e econômicos que, antes de tudo, assegure a correta e justa medição da água consumida. Garantindo, assim, a sustentabilidade econômica das empresas concessionárias de água, ao mesmo tempo em que incentiva a conservação do precioso líquido, fonte da vida.

Para alcançar os seus objetivos, Adalberto não mede esforços em dar o devido destaque ao medidor de água, em especial para as formas – seleção, instalação, monitoramento, manutenção, avaliação – de assegurar a sua eficiência visando garantir a qualidade da micromedição ao longo de sua vida útil e, com isso, reduzir as perdas aparentes e de faturamento das empresas concessionárias.

Por apresentar e discorrer sobre as modernas tecnologias incorporadas pela medição de água nos últimos anos, este livro destina-se, especialmente, para a reciclagem e atualização dos profissionais e gestores deste setor do saneamento, inclusive, apresentando e analisando alguns itens da Resolução nº 49 da OIML[1]. E, pela abrangência dos assuntos abordados, este livro é uma valiosa fonte de informação e pesquisa para todos os interessados no tema micromedição em sistemas de abastecimento de água.

A obra de Adalberto vem enriquecer, desde já, o cenário que se vislumbra a partir deste ano para a micromedição brasileira com a publicação do novo Regulamento Técnico Metrológico, reforçando e propondo o que sempre defendeu e lutou outro notável especialista da área, o Eng. Milton J. Nielsen: “a evolução tecnológica dos medidores de água permite e demanda uma revisão e melhoria nos procedimentos de medição até então praticados”.


[1] A Resolução nº 49 da OIML – Organização Internacional de Metrologia Legal serviu de base para a elaboração do novo RTM – Regulamento Técnico Metrológico brasileiro sobre medidores de água, que substituirá a regulamentação estabelecida pela Portaria nº 246/2000 do Inmetro.

Medição individualizada em edificações verticais de interesse social

Avaliação comparativa das soluções utilizadas

Autores: Leonel G. Pereira; Marina S. de O. Ilha 
Fonte: XI SISPRED – Simpósio Nacional de Sistemas Prediais. Universidade Federal do Paraná – UFPR. Curitiba/PR, Junho/2009.

Resumo

Para a implementação da medição individualizada várias etapas devem ser desenvolvidas, desde a concepção do sistema de medição até a fase de operação e manutenção. O objetivo deste artigo é avaliar comparativamente as soluções propostas para o projeto desses sistemas considerando-se os requisitos mínimos exigidos pela documentação técnica de três diferentes concessionárias do país. Foi selecionada uma edificação de interesse social de cinco pavimentos com vinte unidades, para o qual foi desenvolvido o projeto do sistema predial de água fria. Na seqüência os seguintes quesitos foram avaliados comparativamente: incremento de material em relação ao sistema com medição coletiva, perda de carga, facilidade de acesso ao medidor para leitura, uso de sistemas de leitura remota e facilidade de manutenção. O estudo permitiu avaliar dentre as soluções projetadas, de acordo com as exigências de cada concessionária, quais as mais favoráveis levando-se em consideração os quesitos elaborados.

Introdução

Vários são os aspectos determinantes da eficiência de um sistema de medição: o adequado encaminhamento das tubulações e posicionamento dos demais componentes constituintes, tendo em vista a acessibilidade para a operação e manutenção e o funcionamento adequado dos

medidores; a estimativa das vazões de projeto para o dimensionamento dos hidrômetros e demais componentes; a especificação dos hidrômetros e do sistema de aquisição de dados a serem empregados são alguns exemplos de exigências a serem atendidas na fase de projeto e execução (ILHA, 2008) [1].

A implantação de sistemas de medição individualizada (SMI) de água em edifícios já é uma realidade em algumas cidades brasileiras. Estes aspectos vêm sendo contemplados nas exigências de determinadas concessionárias de água e esgoto. A tabela 1 apresenta as principais exigências de três concessionárias: Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP, 2008) [2]; A Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (SANASA, 2008) [3] e A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB, 2008) [4].

Dentre os aspectos apresentados, o posicionamento dos medidores impacta sobremaneira os custos de execução do SMI, pois implica em diferentes percursos, diâmetros e, consequentemente, comprimentos das tubulações. Conforme destacado por Peres (2006) [5], os sistemas de medição individualizada de água podem ser classificados em função do local de instalação dos hidrômetros. Os hidrômetros podem localizar-se no barrilete do edifício, nos halls de cada um dos pavimentos ou no térreo da edificação.

O presente trabalho objetiva avaliar comparativamente estes custos, tendo como objeto de estudo uma edificação residencial multifamiliar de interesse social com 20 apartamentos dispostos em 5 pavimentos (térreo mais 4), com 4 unidades por andar. Cada apartamento possui área útil de 40 m2. Os aparelhos sanitários são (1 de cada): chuveiro elétrico, bacia sanitária com caixa acoplada, lavatório, tanque e pia de cozinha.

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Baixe aqui o trabalho completo

Análise do desempenho em campo de hidrômetros Qn 0,75 m³/h

A EMPRESA DE SANEAMENTO DE CAMPINAS possui aproximadamente 250.000 ligações de água, sendo que em cerca de 70% utiliza o hidrômetro tipo velocimétrico Qn = 0,75 m³/h, classe metrológica B.

Até o ano de 2003 o principal modelo de hidrômetro utilizado era o tipo velocimétrico multijato Qn 1,5 m³/h, classe B, e a partir de 2004 houve uma alteração no critério de dimensionamento, passando a ser adotado também o modelo unijato Qn 0,75 m³/h, para as ligações de água com consumo até 30 m³/mês.

No ano de 2005 a EMPRESA DE SANEAMENTO DE CAMPINAS foi pioneira na utilização do IDM – Índice de Desempenho da Medição, para recebimento de lotes de hidrômetros, fato que aumentou consideravelmente a qualidade dos produtos adquiridos.

De modo geral os hidrômetros Qn 0,75 m³/h representam um bom investimento e contribuem diretamente para a redução da submedição e do Índice de Perdas na Distribuição – IPD, entretanto as marcas instaladas apresentam desempenhos distintos, tanto nos ensaios de laboratório quanto na utilização em campo, fato que indica a necessidade de melhoria nos processos de licitação, de acordo com a legislação vigente.

O presente trabalho tem o objetivo de apresentar os resultados obtidos pela EMPRESA DE SANEAMENTO DE CAMPINAS, com a utilização dos hidrômetros Qn 0,75 m³/h, classe B, analisando o desempenho das marcas utilizadas, bem como o impacto no IPD.

Baixe aqui o trabalho completo em PDF.

Autor: GARCIA, Maurício A.
Fonte: 39ª Assembléia Nacional da ASSEMAE. Anais. Gramado-RS, Maio/09.

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N.E.: PUBLICADO EM 02/06/2009

O maior entrave para a medição individualizada da água

Por: Elton J. Mello
Um dos grandes problemas enfrentados quando se pretende implantar a individualização da medição em condomínios é a utilização das válvulas de descargas nos vasos sanitários das economias.

Embora se encontre no mercado brasileiro válvulas modernas adaptadas ao uso racional de água, com limitadores de fluxo (6 litros de água) por descarga independente do tempo de acionamento, ou com possibilidade de seleção do volume de descarga desejado (3 ou 6 litros de água) e com a exigência de uma pressão mínima bem menor para o seu funcionamento (hoje, existem válvulas que necessitam de 2 m.c.a.), a vazão das válvulas continua muito elevada, variando de 1,5 L/s à 2,2 L/s, ou seja, de 5,4 m³/h à 7,9 m³/h.

Assim, os medidores de vazão nominal igual ou inferior a 1,5m³/h, normalmente empregados para a medição individualizada, não podem ser utilizados, porque em pouco tempo estariam danificados, além do que, causariam uma elevada perda de pressão na instalação que a vazão disponível para o funcionamento da válvula seria insuficiente.

Caso se use medidores dimensionados para funcionarem em instalações com válvula de descarga, o resultado final seria uma grande submedição (volume não medido) em função das baixas vazões dos demais aparelhos hidrossanitários (em geral na faixa de 0,3 a 0,7 m³/h)

Por isso, as soluções adotadas para viabilizar a individualização da medição oneram a adequação das instalações hidrossanitárias, seja com a montagem de um sistema próprio (caixa de água especifica em localização que permita atingir os 2 m.c.a.) para abastecer a válvula, seja a reforma dos banheiros para a eliminação das válvulas de descarga, devido à necessidade de troca do vaso sanitário por um outro moderno e mais econômico (retrofit) com caixa acoplada que, obrigatoriamente, exigirá a quebra do piso cerâmico para o seu reposicionamento.

De há muito existente no mercado brasileiro, as caixas de descarga embutidas caíram em desuso pela dificuldade de manutenção, especialmente, pela impossibilidade de troca das peças internas, retornam modernizadas com mecanismos internos de enchimento e de descarga totalmente desmontáveis e acessíveis através da sua janela de inspeção, tornando fácil eventuais ajustes e substituição de peças desgastadas.

Desse modo, a troca da válvula por caixa de descarga embutida é a alternativa que pode resolver o maior entrave para a implantação da medição individualizada, reduzindo enormemente os custos desta adaptação, pois além de permitir a manutenção do vaso sanitário existente, a única intervenção necessária é na parede do banheiro, o que agiliza a sua liberação para o uso rotineiro.

Para maiores detalhes deste procedimento, recomendo uma consulta ao site da Montana, fabricante de caixas de descarga sanitárias.

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N.E.: PUBLICADO EM 24/03/2009

Avaliação das metodologias de dimensionamento de hidrômetros

Para ligações em condomínios residenciais verticais com mais de sete economias na cidade de Londrina

Autores: Adaberto Carraro, Antonio Gil Fernandes Gameiro, Vanderlei Gaspar, Aguinaldo Bergamo Martins e Acir Pedro Crivelari
Fonte: Sanare – Revista Técnica da Sanepar. V.23 N.23 janeiro a dezembro de 2005.

Resumo

A implantação de um sistema de gestão da micromedição, especialmente para grandes clientes, além de incrementar a receita da empresa, também contribui de forma significativa para a redução de perdas aparentes, decorrentes de falhas de cadastro, erros de medição de hidrômetros, entre outros.

A definição do melhor hidrômetro a ser instalado no ramal predial de determinado cliente atualmente é baseada nas normas técnicas da ABNT – NBR NM 212/1999 e NBR14005/1997, norma ISO 4064, literaturas, artigos técnicos e catálogos de produtos, mas estes critérios estão defasados e não atendem plenamente ao objetivo, devido às peculiaridades locais de consumo, pressão entre outros.

As ações de controle e de redução de perdas aparentes pela micromedição, representam um forte apelo, interno e externo às empresas de saneamento, visando alcançar a gestão eficiente do setor de abastecimento de água, não comprometendo as finanças da empresa, postergando investimentos na ampliação dos sistemas de água pelo estímulo ao uso racional.

Porém, por mais interessante que seja a idéia, ela não se sustenta, uma vez que os recursos financeiros necessários para a adequação do parque de hidrômetros implantado são vultosos e ainda persiste a idéia de retorno rápido do investimento.

Introdução

O sistema distribuidor de água tratada da cidade de Londrina apresentou perdas no mês de janeiro de 2005 superiores a 41,0%. Desse volume perdido e não contabilizado, considerase que 40,5% sejam perdas aparentes, atribuídas a erros de dimensionamento, instalação inadequada e perdas de rendimento por envelhecimento do parque de medidores. Também contribuem para isto os erros de leitura por falha humana, fraudes, ligações clandestinas, deficiências de cadastro, gestão comercial e outros, o que equivale a 17,48% do total produzido.

Visando desenvolver uma metodologia para mensurar o consumo mais próximo do real, foi estabelecido o PCP (Perfil de Consumo Potencial) do Grande Cliente residencial de Londrina, que embora represente apenas 0,52% das ligações totais, é responsável por cerca de 12,5% do consumo micromedido. Sendo assim, efetuou-se a análise de consumo da ligação de diferentes maneiras.

ROCHA e BARRETO (1999), YOSHIDA et al (2003) e SABESP/IPT (2000) e a NBR 7229 (ABNT-1982) apresentam diferentes métodos empíricos para determinação de consumos por habitante ou por habitação. O que se observa na prática é que a realidade das companhias de saneamento generaliza o uso de tabelas de perfis de consumo, não levando em consideração a heterogeneidade e sazonalidade do número de habitantes das ligações de água, características socioeconômicas e valores culturais, criando a necessidade da utilização de um método personalizado na determinação do conhecimento do PCP da ligação.

Para ligações novas, o dimensionamento do hidrômetro, é efetuado através de normas internas da Sanepar:

  • ECA – Estimativa de Consumo de Água: norma Sanepar IA/OPE/126-01,
  • PIHS – Projeto de Instalações Hidro-Sanitárias: Norma Sanepar PF/OPE/024-02,
  • FSE – Folha de Situação Estatística: Norma Sanepar IA/OPE/125-01
  • A determinação do PCP é de responsabilidade do projetista, construtor ou do proprietário da edificação, que deve seguir a norma NBR 5626 (Instalação Predial de Água Fria), para o dimensionamento hidráulico do edifício. O item 5.2.5.1 desta norma estabelece que: “a concessionária deve fornecer ao projetista o valor estimado do consumo de água por pessoa e por dia, em função do tipo de uso do edifício”, portanto é de responsabilidade da Sanepar fornecer os dados de consumo que serão utilizados para a definição do hidrômetro a ser instalado nas ligações prediais de água.

De acordo com o antigo Manual de Procedimentos e com o atual Sistema Normativo da Sanepar, conforme a ECA (Norma de Estimativa de Consumo de Água), IA/OPE/126-01, o consumo de água é estimado de acordo com a área do apartamento, onde em momento algum faz-se referência de se tratar da área útil ou da
área total do imóvel, simplesmente o consumo é atribuído de acordo com a tabela 1.

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Avaliando-se o histórico de estimativas de consumos e dimensionamento de hidrômetros constatou-se que estes podem estar super ou subdimensionados, acarretando um erro já no início do uso da ligação, pois a estimativa de consumo para determinar o PIHS é feita simplesmente pela área dos apartamentos.

De posse do PIHS, o hidrômetro é dimensionado de acordo com a faixa de consumo estimado mensal, conforme é ilustrado na tabela 2.

Após a definição do perfil de consumo da ligação, a Sanepar analisa o PIHS, aprovando os itens de interesse da empresa. Normalmente os hidrômetros estão superdimensionados, conforme se quer demonstrar.

Baixe aqui o artigo completo.

Perda de medição devido ao posicionamento inclinado de hidrômetros

Autores: Justino Brunelli Júnior e Mayko Monteiro Farias
Fonte: Safe Water 2006, Rio de Janeiro – Brazil, October/2006.

Resumo

Um dos objetivos principais que deve nortear o trabalho de toda empresa de saneamento básico é: distribuir água com qualidade, quantidade e eficiência para todos que dela necessitam.

Diante do atual panorama mundial de progressiva escassez dos recursos hídricos potáveis e estando as questões ambientais movendo e sensibilizando cada vez mais setores da sociedade, as perdas de água que ocorrem nas etapas que precedem o consumo humano preocupam cada vez mais gestores, estudiosos e profissionais atuantes na área.

Uma gestão eficiente que promova a minimização do volume de água perdido na produção, reservação, distribuição e medição da água consumida é essencial para o sucesso de qualquer empresa, pois promove de maneira efetiva a redução de custos operacionais importantes como o de energia elétrica e produtos químicos, além de possibilitar maior eficácia no atendimento à demanda no consumo de água sem que para isso necessite aumentar o volume de água retirado de lagos, rios e outras fontes de captação na natureza.

A redução dos custos faz com que a empresa atinja um melhor nível de desempenho, pois se torna mais eficiente e lucrativa e possibilita aumento nos investimentos podendo com isso, levar água potável de forma satisfatória para um maior número de pessoas.

Dentre os diversos tipos de perdas que um sistema de abastecimento de água pode apresentar, o trabalho expõe uma avaliação sobre um tipo comum de perda não visível: a perda de medição de água devido ao posicionamento inclinado de hidrômetros.

Na abordagem, o estudo avalia em laboratório condições comuns em campo onde o hidrômetro é instalado de maneira inclinada, sem que tenha sido projetado para operar sob tal condição, contrariando a forma recomendada tecnicamente e fazendo com que ocorram perdas significativas nos volumes registrados na medição ocasionando prejuízos

INTRODUÇÃO

A essencialidade da água como elemento fundamental para a vida do nosso planeta, tem sido objeto de preocupação, estudos e pesquisas pelo meio técnico e científico no mundo todo. As questões relacionadas ao uso racional da água e otimização no gerenciamento desse recurso estão a cada dia despertando um maior interesse não apenas de entidades governamentais, mas também de pessoas comuns que tem consciência da importância desse bem para a humanidade.

De acordo com dados do International Hydrological Programme (UNESCO, 1999), o volume total de água no planeta é calculado em torno de 1 bilhão e 400 milhões de quilômetros cúbicos. Porém, 97,5% dessa água é salgada e está basicamente nos mares e oceanos. A água doce, que só representa 2,5% do total, está em sua maior parte nas calotas polares e a água disponível em lagos, rios e lençóis subterrâneos pouco profundos, de fácil acesso e renovável, representa apenas 0,3% da água doce disponível.

Por se tratar de um bem de importância grandiosa e de uso nobre, toda água retirada da natureza para abastecimento humano deve ser explorada com a máxima eficiência e as perdas nos processos que precedem o consumo devem ser as mínimas possíveis. Índices elevados de perdas fazem com que seja necessário aumentar os volumes de água retirado das captações e provoca redução nos investimentos que poderiam fazer com que mais pessoas tivessem acesso à água potável.

Baixe aqui o trabalho completo.

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